O Brasil anda mal das pernas

 

Alessandra de Fátima da Silva[i]

 

        As pernas são o suporte que dá sustentação ao corpo para que ele possa se manter de pé. Quando parte dela, ou mesmo toda ela é danificada, o equilíbrio fica comprometido, e para recuperar deve-se buscar ajuda de algum ortopedista, e, assim obter o tratamento adequado.

       E, assim caminha a economia brasileira, cheia de falhas, o que deixa o país cada vez mais desigual. O Brasil precisa de corte de gastos, redução de impostos e desoneração da folha, ou seja, o país precisa corrigir a ineficiência do motor da economia.

       O Brasil apresenta taxa de juros elevadíssimas. Esse fato pode ser notado no governo atual, assim como em governos passados. Concordo com que Geraldo Alckmin, candidato derrotado no 2º turno das eleições à candidatura da Presidência da República, quando disse que o Brasil, durante o governo FHC, enfrentou quatro crises externas e, quando a moeda está sob ataque, é preciso subir os juros. O mundo agora se encontra bem e por que a taxa de juros real brasileira é a mais alta do mundo? Acho que já é hora de rever os juros. Acredito que nosso país possui pessoas, ligadas diretamente com o governo, que são capazes de olhar essas questões de maneira a mostrar as soluções adequadas e, ainda coloca-las em prática com o intuito de a economia encontrar o caminho para o crescimento e desenvolvimento da nação.

       Estão sendo deixados de lado elementos importantes para o desempenho de economia, porém de acordo com alguns economistas existe uma incerteza sobre os efeitos macroeconômicos que podem levar a políticas menos ativas. Assim, como Franco Modigliani, acredito que os economistas têm conhecimento bom para atingir ou tentar atingir um desemprego constante ou um crescimento constante do produto.

       O governo brasileiro precisa ter uma consciência clara de que o país tem um problema fiscal, juros altos, câmbio baixo, queda de investimento, mas que precisa crescer. Pois economia de baixo crescimento é pouco atraente a investidores. A política macroeconômica precisa ser revista com rapidez, para que o Brasil não entre em crise financeira.

       Na realidade o Brasil precisa mesmo é de acordar. Seus governantes precisam ser mais brasileiros e honrar a famosa frase “Eu sou brasileiro e não desisto nunca”. Apesar do Brasil estar crescendo em média 3% a. a. acredito que é capaz de crescer mais.

      Enfim, penso que o Brasil deve buscar abandonar as amuletas e ficar de pé, mas de forma firme, antes que um furacão passe e o arrase.

    



[i] Bacharelanda em Economia pela FACEV/FAA (Faculdade de Ciências Econômicas de Valença). Publicado originalmente no Jornal Local (Valença-RJ), em 28 de dezembro de 2006.