DICIONÁRIO DE ECONOMIA
 
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Macroeconomia: estuda o comportamento do sistema econômico por um reduzido número de fatores, como a produção ou produto total de uma economia, o nível de emprego e poupança, o investimento, o consumo, o nível geral dos preços. Seus principais objetivos estão no rápido crescimento do produto e do consumo, no aumento da oferta de empregos, na inflação reduzida e no comércio internacional vantajoso.
Um dos aspectos a ser considerado dentro da Macroeconomia é a contabilidade nacional, a saber, a técnica que tem como objetivo principal representar e quantificar a atividade econômica de um país, durante determinado período de tempo.
Somando-se a isto, um outro fator a ser considerado são os agregados econômicos. Os principais são:
A) Valor Bruto de Produção (VBP): expressão monetária da soma de todos os bens e serviços produzidos em determinado território econômico, num dado período de tempo. Incorre no chamado erro de "dupla contagem", pois soma os produtos finais com os insumos usados em sua elaboração.
B) Valor Agregado Bruto (VAB): é o valor da "produção sem duplicações". Obtém-se se descontando do VBP o valor dos insumos utilizados no processo de produtivo.
C) Produto Bruto (PB): produção de bens e serviços finais realizados pela economia, durante um período de tempo.
D) Renda Bruta (RB): somatório das remunerações brutas dos fatores de produção empregados na economia, durante um período de tempo.
E) Produto Interno Bruto (PIB): expressão monetária dos bens e serviços finais produzidos dentro dos limites territoriais econômicos, independentemente da origem dos fatores de produção.
F) Produto Nacional Bruto (PNB): expressão monetária dos bens e serviços produzidos por fatores de produção nacionais, independentemente do território econômico.
G) Renda Nacional (RN): é a renda líquida gerada no período, e que se dirige aos proprietários nacionais de fatores de produção.
Outro aspecto importante a ser considerado no estudo da Macroeconomia é o Modelo Keynesiano Básico. Os economistas dos séculos XVIII e XIX acreditavam que o nível de produtos não sofreria grandes alterações, e todos os fatores de produção estariam ocupados na produção de bens e serviços que formam a renda. Isto formaria o chamado estado de "pleno emprego" dos fatores de produção. Assim, acreditavam que toda renda distribuída no ato da produção se dirigiria ao mercado para adquirir bens e serviços. Apoiando-se na Lei de Say: "toda oferta cria sua própria demanda", Keynes desenvolve sua teoria baseada no pressuposto de que é necessária a intervenção do estado na economia, pois o mercado, devido a vazamentos como a formação de estoques e redução de produção, não seria capaz de coordená-la. Sua primeira suposição foi à existência de desemprego. Os antigos economistas acreditavam apenas no desemprego voluntário. Keynes, ao contrário, acreditava que a economia estaria funcionando abaixo de seu potencial, deixando assim uma capacidade ociosa. Assim, considera a Oferta Agregada (OA) como o somatório da renda disponível na economia, enquanto chama de Oferta Potencial a máxima produção da economia com pleno-emprego dos fatores de produção. A Oferta Agregada Efetiva é aquela efetivamente colocada no mercado, o que pode ocorrer sem a plena utilização dos fatores de produção. A Demanda Agregada seria o somatório do consumo total da economia com os investimentos, os gastos governamentais e as exportações, subtraindo-se as importações. O que se vê é que o produto ou renda de equilíbrio (onde a oferta agregada é igual à demanda agregada) não é o mesmo que o produto ou renda de pleno emprego.
 
Made in: Feito em. Expressão usada juntamente com o nome do país onde a mercadoria é produzida.
 
Margem: Montante fixado pelas bolsas de valores ou caixa de registro e liquidação, a ser depositado em dinheiro, títulos ou valores mobiliários, pelo cliente que efetua uma compra ou uma venda a termo ou a futuro, ou um lançamento a descoberto de opções.
 
Margem bruta: Diferença entre o preço de venda e os custos envolvidos na fabricação de um produto. Esse indicador é uma medida de eficiência na produção.
 
Margem líquida: Diferença entre o preço do produto e todos os custos e despesas envolvidos na fabricação.
 
Marginalismo: Com exceção do marxismo, a partir de 1870 os economistas aos poucos deixaram de considerar a economia como uma disciplina eminentemente política e centraram sua reflexão no estudo da teoria e dos problemas práticos, deixando de lado qualquer outra incursão no terreno da ideologia. A teoria econômica seria seu campo específico e natural de trabalho, enquanto à economia política corresponderia a aplicação de suas análises e contribuições. O marginalismo constitui a corrente teórica mais importante desse período. Sua principal característica foi o abandono da teoria clássica do valor-trabalho, substituída pelo conceito de utilidade. Segundo os marginalistas, o valor de um bem não depende em última análise da quantidade de trabalho a ele incorporado, mas sim da utilidade da última unidade produzida desse bem (utilidade marginal). As teorias marginalistas possibilitaram um conhecimento profundo das economias de livre mercado e constituíram o vínculo entre a escola clássica e a economia moderna. As principais escolas marginalistas foram a de Viena, representada principalmente pelo austríaco Karl Menger; a de Lausanne, que teve como principais teóricos o francês Léon Walras e o italiano Vilfredo Pareto; e a de Cambridge, cujo fundador, o britânico Alfred Marshall, procurou conciliar as teorias clássicas e as marginalistas.
 
Market share: Expressão em inglês que significa participação no mercado. É a fatia das vendas de um produto que cada fabricante detém. Um exemplo: se o mercado brasileiro de biscoitos é de 5 bilhões de unidades vendidas e um dos fabricantes participa com 3 bilhões de unidades, então ele tem um market share de 60% e é líder deste mercado.
 
Marketing: Desenvolvimento das atividades comerciais, desde a produção até o consumo final.
 
Maxidesvalorização: Desvalorização drástica de uma moeda.
 
Mega bolsa: Sistema de negociação de BOVESPA, que engloba o pregão viva voz e os terminais remotos, e visa ampliar a capacidade de registro de ofertas e realização de negócios em um ambiente tecnologicamente avançado.
 
Meio de troca: Aquilo que os compradores dão aos vendedores quando desejam adquirir bens e serviços.
 
Meios de pagamento: Volume da oferta de moeda em circulação (excluídos os montantes mantidos em caixa pelas autoridades monetárias e pelos bancos comerciais), mais a moeda escritural (depósitos à vista do público nos bancos). Existem quatro séries distintas de meios de pagamento: a M1, que equivale ao papel-moeda em poder do público e aos depósitos à vista no setor bancário; a M2, que inclui a M1 mais os depósitos a prazo; a M3, que engloba a M2 mais os depósitos em poupança; e a M4, que adiciona a M3 o saldo dos títulos públicos federais em circulação, isto é, fora da carteira do Banco Central.
 
Mercado: Um grupo de compradores e vendedores de um dado bem ou serviço.
 
Mercado a termo: Mercado no qual se processam as operações para liquidação diferida, em geral após trinta, sessenta ou noventa dias da data de realização do negócio.
 
Mercado à vista: Mercado no qual a liquidação física (entrega dos títulos pelo vendedor) se processa no 2º dia útil após a realização do negócio em pregão e a liquidação financeira (pagamento dos títulos pelo comprador) se dá no 3º dia útil posterior à negociação, somente mediante a efetiva liquidação física.
 
Mercado aberto: Também conhecido por mercado secundário, é onde são negociados títulos públicos já emitidos.
 
Mercado competitivo: Um mercado em que há muitos compradores e muitos vendedores de modo que cada um ele exerce um impacto negligenciável sobre os preços de mercado.
 
Mercado de ações: Segmento do mercado de capitais, que compreende a colocação primária em mercado de ações novas emitidas pelas empresas e a negociação secundária (em bolsas de valores e no mercado de balcão) das ações já colocadas em circulação.
 
Mercado de balcão: É o onde são negociadas ações de empresas que não têm autorização para operar na Bolsa de Valores. As operações de compra e venda são, então, fechadas por telefone ou por um sistema eletrônico de negociação.
 
Mercado de balcão organizado: Sistema organizado de negociação de títulos e valores mobiliários de renda variável. Administrado por entidade autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM.
 
Mercado de capitais: Rede formada pelas Bolsas de Valores e instituições financeiras (bancos, corretoras e seguradoras) que negociam papéis (ações e títulos) em longo prazo. Sua função é direcionar recursos para financiamentos ao comércio, indústria e até para o governo. Está, portanto, relacionado ao crescimento econômico do País.
 
Mercado de fundos emprestáveis: Mercado no qual os que desejam poupar oferecem fundos e os que desejam investir demandam empréstimos.
 
Mercado de operações: Mercado no qual são negociados direitos de compra ou venda de um lote de valores mobiliários, com preços e prazos de exercício preestabelecidos contratualmente. Por esses direitos, o titular de uma opção de compra paga um prêmio, podendo exercê-los até a data de vencimento da mesma ou revendê-los no mercado. O titular de uma opção de venda paga um prêmio e pode exercer sua opção apenas na data do vencimento, ou pode revendê-la no mercado durante o período de validade da opção.
 
Mercado financeiro: É o mercado voltado para a transferência de recursos entre os agentes econômicos. No mercado financeiro, são efetuadas transações com títulos de prazos médios, longo e indeterminado, geralmente dirigidas ao financiamento dos capitais de giro fixo. Rede formada pelo mercado de capitais e pelo mercado monetário.
 
Mercado futuro: Mercado no qual são realizadas operações, envolvendo lotes padronizados de commodities ou ativos financeiros, para liquidação em datas prefixadas.
 
Mercado monetário: Conjunto formado por bancos comerciais e empresas financeiras de crédito que também participam do mercado de capitais. A diferença é que operam no curto ou curtíssimo prazo.
 
Mercado primário: É nele que ocorre a colocação de ações ou outros títulos, provenientes de novas emissões. As empresas recorrem ao mercado primário para completar os recursos de que necessitam, visando ao financiamento de seus projetos de expansão ou seu emprego em outras atividades.
 
Mercado secundário: No qual ocorre a negociação dos títulos adquiridos no mercado primário, proporcionando a liquidez necessária.
 
Mercados financeiros: Instituições financeiras mediante as quais os poupadores podem suprir diretamente fundos para quem deseja tomar empréstimos.
 
Mercantilismo: Conseqüência da ampliação de horizontes econômicos propiciados pelos descobrimentos marítimos do século XVI, o mercantilismo, apesar de apresentar variantes de país para país, esteve sempre associado ao projeto de um estado monárquico poderoso, capaz de se impor entre as nações européias.
Mercantilismo é a teoria e prática econômica que defendiam, do século XVI a meados do XVII, o fortalecimento do estado por meio da posse de metais preciosos, do controle governamental da economia e da expansão comercial. Os principais promotores do mercantilismo, como Thomas Mun na Grã-Bretanha, Jean-Baptiste Colbert na França e Antonio Serra na Itália, nunca empregaram esse termo. Sua divulgação coube ao maior crítico do sistema, o escocês Adam Smith, em The Wealth of Nations (1776; A riqueza das nações). Para a consecução dos objetivos mercantilistas, todos os outros interesses deviam ser relegados a segundo plano: a economia local tinha que se transformar em nacional e o lucro individual desaparecer quando assim conviesse ao fortalecimento do poder nacional. A teoria foi exposta de maneira dispersa em numerosos folhetos, meio de comunicação então preferido pelos preconizadores de uma doutrina.
Programa da política mercantilista. Alcançar a abundância de moeda era, efetivamente, um dos objetivos básicos dos mercantilistas, já que, segundo estes, a força do estado dependia de suas reservas monetárias. Se uma nação não dispunha de minas, tinha de buscar o ouro necessário em suas colônias ou, caso não as tivesse, adquiri-lo por meio do comércio, o que exigia um saldo favorável da balança comercial -- ou seja, que o valor das exportações fosse superior ao das importações. Para obter uma produção suficiente, deviam ser utilizados hábil e eficazmente todos os recursos produtivos do país, em especial o fator trabalho. Toda nação forte precisava possuir uma grande população que fornecesse trabalhadores e soldados, e ao mesmo tempo o mercado correspondente. As possessões coloniais deveriam fornecer metais preciosos e matérias-primas para alimentar a manufatura nacional, ao mesmo tempo em que constituíssem mercados consumidores dos produtos manufaturados da metrópole. Proibiam-se as atividades manufatureiras nas colônias, e o comércio, em regime de monopólio, era reservado à metrópole.
Em território nacional, o mercantilismo preconizou o desaparecimento das alfândegas interiores, a supressão ou redução dos entraves à produção forçados pelas corporações de ofício, o emprego de sistemas de contabilidade e acompanhamento das contas de receitas e despesas do estado, a troca de funcionários corruptos ou negligentes por outros honestos e competentes, a criação de uma fiscalização centralizada e a adoção de leis que desestimulassem a importação de bens improdutivos e de grande valor.
Avaliação do mercantilismo. A crítica mais abrangente do mercantilismo foi movida por Adam Smith, que denunciou a falsa identificação, feita por muitos teóricos dessa corrente econômica, entre dinheiro e riqueza. Com efeito, o forte protecionismo alfandegário e comercial, e a subordinação da economia das colônias à da metrópole, não tinham como fim último o desenvolvimento da manufatura nacional, mas, como foi assinalado, a maior acumulação possível de metais nobres. A economia clássica posterior, cujo principal representante foi Smith, preconizou, ao contrário, a livre atividade comercial e manufatureira em qualquer território - colônia ou metrópole -, já que, segundo seus princípios, a riqueza não se identificava com o simples acúmulo de reservas monetárias, mas com a própria produção de bens. No século XX, porém, o economista britânico John Maynard Keynes retomou formulações do mercantilismo e afirmou a existência de similitudes entre sua própria teoria do processo econômico e a teoria mercantilista.
Independentemente das diversas análises econômicas a que foi submetido, o mercantilismo foi o instrumento que assegurou as condições econômicas e financeiras necessárias a garantir a expansão dos estados absolutistas europeus. Entre os representantes do mercantilismo distinguiu-se o francês Jean-Baptiste Colbert, ministro da Fazenda de Luís XIV, de tal importância que seu nome serviu para se cunhar o termo por que é conhecida a variante francesa do mercantilismo, o colbertismo. Na Grã-Bretanha, além de Thomas Mun, sustentaram a mesma orientação James Stuart e Josiah Child, assim como na França Jean Bodin e Antoine de Montchrestien. Em Portugal, as primeiras reformas do marquês de Pombal.
 
Mercosul: O Mercado Comum do Cone Sul é um acordo comercial assinado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai em 1991. Há ainda dois membros associados: o Chile (desde 1996) e a Bolívia (desde 1997). Ambos negociam a entrada no bloco econômico, que pretende fixar tarifas externas comuns para todos esses países e eliminar barreiras alfandegárias.
 
Merval: Índice da Bolsa de Valores Argentina. Representa as ações mais negociadas do mercado argentino.
 
Meta: Segmento de negociação eletrônica da BOVESPA, apoiado no estabelecimento de preço base de negociação ema vez ao dia (fixing) e na atuação do Promotor de Negócios, que é uma pessoa jurídica, indicada pela empresa, que assume o compromisso de registrar diariamente ofertas firmes de compra e de venda para o papel no qual se registrou, de acordo com normas regulamentares determinadas pela BOVESPA.
 
Mico: É aquele papel que você não consegue vender por falta de liquidez ou por alguma outra razão.
 
Microeconomia: Ramo da ciência econômica voltado ao estudo do comportamento das unidades de consumo (indivíduos e famílias); ao estudo das empresas e ao estudo da produção de preços dos diversos bens, serviços e fatores produtivos.
Vários aspectos devem ser observados, dentre os quais:
A) Teoria elementar do funcionamento do mercado: Costuma-se definir a procura, ou demanda individual, como a quantidade de um determinado bem ou serviço que o consumidor estaria disposta a consumir em determinado período de tempo. É importante notar, nesse ponto, que a demanda é um desejo de consumir, e não sua realização. Demanda é o desejo de comprar.
B) A Teoria da Demanda é derivada da hipótese sobre a escolha do consumidor entre diversos bens que seu orçamento permite adquirir. Essa procura individual seria determinada pelo preço do bem; o preço de outros bens; a renda do consumidor e seu gosto ou preferência. A Demanda é uma relação que demonstra a quantidade de um bem ou serviço que os compradores estariam dispostos a adquirir a diferentes preços de mercado. Assim, a Função Procura representa a relação entre o preço de um bem e a quantidade procurada, mantendo-se todos os outros fatores constantes.
Quase todas as mercadorias obedecem à lei da procura decrescente, segundo a qual a quantidade procurada diminui quando o preço aumenta. Isto se deve ao fato de os indivíduos estarem, geralmente, mais dispostos a comprar quando os preços estão mais baixos.
Enquanto a relação da demanda descreve o comportamento dos compradores, a relação da oferta descreve o comportamento dos vendedores, evidenciando o quanto estariam dispostos a vender, a um determinado preço.Os vendedores possuem uma atitude diferente dos compradores, frente aos preços altos. Se estes desalentam os consumidores, estimulam os vendedores a produzirem e venderem mais. Portanto quanto maior o preço maior a quantidade ofertada.
C) A Função Oferta nos dá a relação entre a quantidade de um bem que os produtores desejam vender e o preço desse bem, mantendo-se o restante constante.
São diretas as relações preço - quantidade. O equilíbrio da oferta e da procura num mercado concorrencial é atingido com um preço que faz igualar as forças da oferta e procura. O preço de equilíbrio é aquele com o qual a quantidade procurada é precisamente igual à quantidade oferecida.
Como se disse, a quantidade de um produto que os compradores desejam adquirir depende do preço. Porém a quantidade que as pessoas desejam comprar depende também de outros fatores.
Relação entre as quantidades demandadas e o preço dos bens: levando-se em conta apenas o preço do bem se observa quando a demanda aumenta ocorreu uma diminuição no preço; quando ele diminui é um resultado de um aumento do preço.
Relação entre a procura de um bem e o preço de outros bens:
A) aumento no preço do bem Y acarreta em aumento na demanda do bem X: isso significa que os bens X e Y são substitutos ou concorrentes. Um exemplo é a relação entre o chá e o café.
B) aumento do bem Y ocasiona a queda da demanda do bem X: os bens em questão, nesse caso, são complementares. São bens consumidos conjuntamente, como o café e o açúcar.
Relação entre a procura de um bem e a renda do consumidor:
A) Bem Normal: são aqueles cuja quantidade demandada aumenta quando se aumenta a renda.
B) Bem de luxo: ao se aumentar à renda a quantidade demandada aumenta em maior proporção.
C) Bem de primeira necessidade: ao se aumentar à renda a quantidade demanda se mantém inalterada, pois, ao se tratar de algo de primeira necessidade já fazia parte das antigas aquisições do indivíduo.
D) Bem inferior: são aqueles cuja quantidade demandada diminui quando a renda aumenta. Geralmente são vens para os quais há alternativas de melhor qualidade.
Até agora se viu como os deslocamentos da demanda e oferta afetam os preços. O conceito de elasticidade - preço nos permite uma maior compreensão do sistema de preços e das reações observadas no mercado. A elasticidade é a relação entre as diferentes quantidades de oferta e procura de certas mercadorias em função das alterações verificadas em seus respectivos preços.
Seguindo-se esse conceito, as mercadorias podem ser classificadas em bens de demanda elástica ou inelástica. Os bens de demanda inelástica são os de primeira necessidade, indispensáveis à subsistência do consumidor. Os bens de demanda elástica são aqueles que não são indispensáveis à subsistência do consumidor. Assim são, geralmente, os bens de luxo.
Alguns fatores que influenciam a elasticidade da demanda seriam a existência de substitutos ao bem, a variedade de usos desse vem, o seu preço em relação ao uso global dos consumidores e o preço do bem em relação à renda dos consumidores. Para um vendedor faz realmente muita diferença o fato de ser elástica ou não a demanda com a qual ele se defronta. Se a demanda for elástica e ele reduzir o preço, obterá mais receita. Por outro lado se a demanda for inelástica e ele reduzir o preço obterá menos receita.
 
Micro e Pequenas Empresas: 98% dos estabelecimentos empresariais do Brasil são pequenos empreendimentos, os quais são também responsáveis por 60% dos empregos estabelecidos no país. Assim, o Senado aprovou o Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, que ampliava a definição de Microempresa e criava benefícios fiscais. Posteriormente, o Presidente Fernando Henrique antecipou-se ao Congresso e baixou uma medida provisória criando uma nova forma de tributação para as micro e pequenas empresas.
Histórico jurídico: Pela lei nº 7.256, de 27 de novembro de 1984, é considerada uma microempresa o empreendimento no ramo da indústria, comércio ou serviços, cuja receita não ultrapasse 96.000 UFIR (Unidade Fiscal de Referência). Dentre os benefícios concedidos pela estavam: a isenção do IRPJ (Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica) e o PIS (Programa de integração Social).
O Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte estabelecia como microempresa a empresa individual ou pessoa jurídica com receita bruta anual igual ou inferior a R$ 204 mil. Já, a empresa de pequeno porte era aquela que, não se enquadrando como microempresa, tivesse receita bruta anual acima de R$ 204 mil e limitada a R$ 576 mil. Pelo estatuto, as microempresas estariam isentas do Imposto de Renda, do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), do Cofins (Contribuição para financiamento da seguridade social), do PIS, além de serem beneficiadas pela redução de outros impostos. As pequenas empresas não seriam tão beneficiadas, mas pela primeira vez seriam diferenciadas pela lei das empresas de médio e grande porte. Essas medidas visam estimular a legalização das inúmeras microempresas que atuam na clandestinidade, além da formação de novos negócios e a geração de empregos. O Governo Federal não acredita que esses benefícios fiscais possam diminuir a arrecadação, pelo contrário, crê que poderá ocorrer aumento na arrecadação pelo crescimento do número de contribuintes. Agora, o Governo está pressionando os Governos Estaduais para que adotem sistemas tributários semelhantes.
SEBRAE: O SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) visa estimular e promover as empresas de pequeno porte, para tanto, são oferecidos continuamente cursos, palestras e um serviço de atendimento direto ao empresário: o Balcão SEBRAE. O SEBRAE substitui o CEBRAE, órgão governamental anteriormente existente e funciona como Serviço Social Autônomo. É uma entidade composta por representantes da iniciativa privada e também do governo. Os recursos do SEBRAE vêm de uma contribuição parafiscal de 0,3%, incidente sobre as folhas de salários e recolhida pelas empresas ao INSS, de 70% a 90% dos custos do SEBRAE são subsidiados por essa verba. Estima-se que existam no Brasil 2,5 milhões de empreendimentos que se enquadram como micro e pequenas empresas, o governo começa a enxergar esses novos negócios como fatores importantes para a solução do desemprego e da recessão. Mesmo criando leis para reduzir os encargos tributários e auxiliar os microempresários, ainda pouco se faz objetivamente nesse sentido, o SEBRAE é a única instituição que presta esse tipo de serviço.
 
Modelo da oferta e da demanda agregadas: Modelo que a maioria dos economistas emprega para explicar as flutuações de curto prazo na atividade econômica em torno de sua tendência de longo prazo.
 
Moeda: Meio de pagamento que surgiu para facilitar as relações econômicas entre as pessoas e delas com o Estado. As primeiras moedas datam do século VII a.C. e eram feitas de cobre. A primeira função da moeda foi acabar com o escambo – troca de mercadorias entre as pessoas – pondo fim a velhas pendengas dos comerciantes. Um dos problemas para eles era definir, por exemplo, quantas sacas de trigo valeriam uma arroba de boi. Com as moedas as mercadorias passaram a ter seu preço definido em moedas. Ou seja: as moedas eram usadas como medida de valor. Isso mudou o padrão de riqueza. Não era mais preciso ter grandes propriedades, cheias de gado para cuidar, bastava juntar moedas. No início do século IX, começam a surgir as primeiras cédulas, substituindo o padrão metálico. Mais tarde, os europeus criaram um sistema em que cada nota era emitida em quantidade correspondente aos depósitos em ouro, que poderia ser sacado a qualquer momento nos bancos onde as barras estavam guardadas. Hoje se utiliza uma combinação de fatores na hora de emitir cédulas e moedas. Um dos principais é a quantidade de dólares existentes nos cofres do governo. (Conjunto de ativos que as pessoas usam em geral para comprar bens e serviços de outras pessoas).
 
Moeda corrente: Notas de papel e moedas de metal em poder do público.
 
Moeda de curso forçado: Moeda sem valor intrínseco que é usada como moeda por determinação do governo.
 
Moeda de privatização: Títulos usualmente negociados com deságio, que são aceitos pelo governo brasileiro nas privatizações.
 
Moeda fiduciária: Papel-moeda parcialmente lastreado por outro. Sua origem remonta aos depósitos em ouro efetuados junto aos ourives, os precursores dos bancos. De início, os recibos dos depósitos correspondiam exatamente à quantidade de ouro mantida nos cofres. Mas, ao observarem que esses recibos circulavam, passando por muitas mãos, e demoravam certo tempo para ser esgotados, os ourives e posteriormente os banqueiros, passaram a emitir por sua conta recibos em maior quantidade que os depósitos de ouro recebidos em seus cofres; o valor desses recibos, ou as moedas de papel, dependia da confiança (fiducia, em latim) que merecia o banco emissor. A circulação da moeda fiduciária nos países que conservaram o lastro-ouro até os anos 60 deste século era, em média, 30% a 40% superior às reservas do metal depositado, embora as autoridades monetárias desses países em determinados momentos ultrapassem tais limites.
 
Moeda podre: Títulos de dívida que são negociados no mercado com deságio devido à dúvida sobre a capacidade do emissor em efetuar o pagamento no vencimento.
 
Monopólio: Situação em que uma empresa domina sozinha a produção ou comércio de uma matéria-prima, produto ou serviço e que, por isso, pode estabelecer o preço à vontade. A legislação da maioria dos países proíbe o monopólio, com exceção dos exercidos pelo Estado, geralmente em produtos e serviços estratégicos.
 
Monopólio natural: Bens excluíveis, mas não rivais.
 
Moratória: Prorrogação do prazo concedido para pagamento de uma dívida, obtida em acordo entre o devedor e o credor. Nas relações comerciais internacionais, a palavra é usada para definir a declaração unilateral de um país de que ele não pagará sua dívida no prazo determinado.
 
MSCI: Sigla para Morgan Stanley Capital International Índice criado pela Morgan Stanley para acompanhar o desempenho das bolsas de valores. Para medir o comportamento das bolsas brasileiras, existe o MSCI –Brasil.
 
Multinacionais: O pilar principal do capitalismo atual, de um mundo marcado pela facilidade de comunicação e transporte de idéias e materiais, sem dúvida, é o conjunto de empresas multinacionais. Estas têm seu surgimento marcado no final do século XIX, sendo que os principais grupos presentes hoje, em sua maioria, nasceram nas primeiras décadas deste século. Porém, foi só depois da II Guerra Mundial que estas empresas "supranacionais" tomaram sua posição de hegemonia na economia mundial, sendo que a renda anual das maiores multinacionais supera o PIB de muitos países.
O processo pelo qual ocorreu esta expansão explosiva de empresas que superam a fronteira de seus países de origem é a própria essência do que é uma multinacional: competição e eliminação de concorrência. Quando estudado o surgimento de qualquer multinacional típica, nota-se que primeiramente esta passou por um período de dominação do mercado interno. No seu caminho em direção a esta supremacia na sua área específica, uma determinada empresa - futura multinacional - se vale de todos os elementos possíveis para diminuir o número de concorrentes, e, consequentemente, o número de participantes com quem terá que dividir as fatias do bolo "lucros". Isto pode ocorrer de duas formas - que geralmente ocorrem ao mesmo tempo: 1) Inovação em sua área, seja por invenção de um produto revolucionário, por uma maneira nova de fabricar um produto já existente ou mesmo transporte e prestação de serviços sobre os itens anteriores. 2) Obtendo vantagens através de formação de cartéis, trustes, e (ou) através de acordos ilícitos com outras empresas ou com o governo.
Como exemplos do primeiro caso temos a divisão do trabalho e linha de produção criada por Henry Ford, a percepção de Rockfeller de que quem dominasse o transporte do petróleo dominaria este mercado, ou a de Bill Gates sobre softwares como o futuro dos computadores, o que pôs a Microsoft como uma das maiores multinacionais do mundo.
No segundo caso estão as vantagens obtidas pelo próprio Rockfeller em pagamento menor de impostos e taxas, ou as constantes acusações de que a Microsoft tenha feito looby para derrubar novas empresas que surgiram no seu mercado.
Uma vez dominado o mercado interno, esta empresa sai para tentar o mundo, num processo idêntico ao anterior: o peixe grande comendo o pequeno, e os pequenos unindo-se para não serem devorados. Depois de consolidadas no mercado internacional, as mais ou menos 10 empresas que dominam o seu determinado mercado continuam o seu antigo objetivo de "não repartir o bolo". Os instrumentos para isto variam de acordo com a área: na automobilística a inovação de seus modelos a cada ano, impossível de ser acompanha por pequenas empresas. Na área do petróleo o baixo preço cobrado pelo produto, mesmo que as "7 irmãs" detenham praticamente o monopólio mundial de sua distribuição.
O que busca uma multinacional? Primeiramente um mercado mundial aberto aos seus produtos e às suas fábricas, daí o mito globalização tão defendido por EUA e Japão - estes mesmos muito fechados. Neste mundo sem fronteiras, elas optarão por países que apresentem mão-de-obra barata, matéria prima abundante e incentivos fiscais.
Como agem? Atualmente, elas instalam fábricas nos países com as condições acima citadas. Estas não necessariamente fabricam o produto completo, mas sim certas partes em cada país, unidas em terceiros países e de lá exportadas para o resto do mundo. Exemplo: o carro "Mondeo" da Ford. Dos lucros obtidos em um determinado país, parte deles são reinvestidos, mas outra parte - que varia de acordo com a lei interna - são exportados à matriz e possivelmente investidos em outros países, o que dá uma falsa impressão de rendimento interno no país, mesmo estes lucros exportados são contados no PIB do país em questão.
Conseqüências de sua existência: Estas empresas acabam por ter um enorme poder sobre as decisões dos países em que são sediadas. As pressões dos países que as cediam somadas às dos órgãos que ditam as direções a serem tomadas, sempre em favor destes e de suas multinacionais, e ao esquema de remessa de lucros constrói uma teia da qual fica quase impossível a fuga para os países periféricos, por ela explorados. Existem teorias que tentam apresentar soluções de como sair deste "beco", como a de Fernando Henrique Cardoso, contudo é notória a sua precariedade em apresentar uma saída eficaz, principalmente no que se refere às péssimas condições de vida dos habitantes destes países "escravos".
 
Multiplicador da moeda: Quantidade de moeda gerada pelo sistema bancário a partir de cada dólar de suas reservas.
 
Mutualismo: Reunião de um grupo de pessoas, com interesses seguráveis comuns, que concorrem para a formação de uma massa econômica com a finalidade de suprir, em determinado momento, necessidades eventuais de algumas daquelas pessoas.