DICIONÁRIO DE ECONOMIA
 
I
 
 
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística): É uma importante empresa pública criada com o propósito básico de apresentar estudos e acompanhar as variações de contas macroeconômicas, tais como desemprego, custo de vida, inflação etc.
 
Ibovespa: Índice que mostra a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo. É o mais usado porque reflete o resultado do pregão.
 
IBV: Índice da Bolsa de Valores. É o índice que mede a variação diária dos preços das ações mais negociadas na Bolsa de valores. Se ele apresentar, no dia, mais alto que o anterior significa que os investidores tiveram lucro e, se apresentar mais baixo, que tiveram prejuízo.
 
IBX: Índice que espelha o comportamento das 100 ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
 
ICOTERMS: Regras internacionais para a interpretação dos termos comerciais.
 
IDH: É o Índice de Desenvolvimento Humano, composto por indicadores econômicos e sociais, critério utilizado para medir o nível de pobreza e a qualidade de vida das populações. Os itens principais são nível de escolaridade; mortalidade infantil; renda per capita; e condições de habitabilidade.
 
IGP-10: Calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A metodologia de cálculo é idêntica à do IGP-M. Mede a variação dos preços entre os dias 11 do mês anterior e o dia 10 do mês de referência.
 
IGP-DI: Calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem metodologia idêntica à do IGP-M. Considera a variação dos preços dentro do mês de referência.
 
IGP-M: Calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) é uma referência do mercado financeiro. Mede o comportamento dos preços entre famílias do Rio e de São Paulo, com renda mensal de um a 33 salários mínimos. É apurado entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. É formado por três taxas: Índice de Preços por Atacado (IPA) - que corresponde a 60% do IGP-M; Índice de Preços ao Consumidor (IPC) - que responde por 40% do IGP-M total; e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) - que é 10% do IGP-M.
 
IIF (Institute of International Finance): Organização que representa os maiores 200 bancos privados do mundo.
 
Importações: Bens e serviços produzidos no exterior e vendidos internamente.
 
Imposto de Pigou: Imposto implementado para corrigir os efeitos de uma externalidade negativa.
 
Imposto de Renda (IR): Tributo cobrado sobre os rendimentos recebidos durante o período de um ano. Criado em 1922, é cobrado de pessoas físicas e jurídicas com taxas proporcionais ao patrimônio e rendimentos.
 
Imposto de renda negativo: Sistema tributário que cobra imposto de famílias de rendas altas e transfere renda às famílias de baixa renda.
 
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS): Imposto embutido nos preços de mercadorias e serviços. O percentual varia conforme o produto (ou serviço) e o Estado, que tem autonomia para defini-lo. Para alterá-lo a situação é diferente. É preciso ter a aprovação do Conselho de Política Fazendária (Confaz), um colegiado composto pelos secretários da Fazenda de todos os Estados.
 
Inadimplência: Situação em que uma pessoa ou empresa deixa de cumprir um contrato, particularmente no que se refere a prazos de pagamentos.
 
Incorporação: É a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outras que lhes sucedem em todos os direitos e obrigações.
 
Indexação: Mecanismo de política econômica que atrela rendimentos monetários a índices fixados pelo governo. É uma forma de conter a desvalorização de salários, pensões e alugueis quando há inflação. Com a estabilização do Real, a indexação foi parcialmente eliminada no Brasil. (Correção automática, determinada por lei ou contrato, de uma quantia pela inflação).
 
Indicadores de Conjuntura: São poucos e precários os indicadores de conjuntura econômica no Brasil. Eis os principais:
A) do INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE) Pesquisa industrial mensal: Mede a produção física acompanhando cerca de 700 produtos em 5 mil empresas com o que elabora quatro índices: a variação da produção do mês em relação ao mês anterior, e em relação ao mesmo mês do ano anterior; a variação da produção acumulada nos últimos 12 meses em relação há 12 meses anteriores, e a acumulada no ano, em relação ao mesmo período no ano anterior. Os índices são específicos por setores industriais (indústria da borracha, vestuário, veículos etc.), e por tipos de bens: bens de capital, bens intermediários, bens de consumo duráveis e os não duráveis. Os indicadores do IBGE ressentem-se da pequena amostragem, da não inclusão de serviços e da não atualização freqüente da amostragem em função da mudança do perfil produtivo do país.
B) Pesquisa mensal do comércio: Indicador iniciado em 1995, alcançando apenas mil estabelecimentos na região do Rio de Janeiro. Acompanha vendas, emprego e massa salarial no comércio.
C) FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS (FGV): Sondagem Conjuntural: Afere a cada três meses a taxa de utilização, níveis de produção, emprego e intenções de investimento de 1440 empresas em dez segmentos da economia.
D) FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO (FIESP): Nível de Atividade Industrial: É divulgado na última quarta-feira do mês seguinte ao mês aferido, a partir de questionários respondidos por cerca de 700 indústrias que representam 30 por cento da produção industrial do estado. Trata-se de um índice composto, pelos índices de variação mensal dos seguintes dados: total de pessoal ocupado pelas empresas; total de horas pagas; total de horas trabalhadas na produção; total de salários reais (deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor da FIPE); salário médio real; total de vendas reais (deflacionadas pelo Índice de Preços ao Atacado da FGV); utilização da capacidade instalada.
E) CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS INDÚSTRIAS (CNI): Indicador de Atividade na Indústria de Transformação: Levantado mês a mês, em âmbito nacional, com a variação do valor das vendas reais, pessoal empregado, horas trabalhadas na produção, total de salários pagos e ocupação da capacidade instalada.
OUTROS INDICADORES:
F) Investimentos: Investimentos em bens de produção são melhor termômetro precursor da atividade econômica, de grande visibilidade, pelo seguinte mecanismo: em regime de produção invariante, empresários apenas repõe equipamento, na proporção do desgaste regular estimado em 10 por cento do capital produtivo existente; se a produção sobe, digamos 10 por cento, além da reposição normal, empresários ampliam seus equipamentos. Mesmo se os ampliarem em apenas três por cento, as compras de equipamentos se expandem em 30 por cento (dos 10 por cento do estoque, para 13 por cento do estoque). No sentido inverso, quedas na produção levam aos adiamentos mais do que proporcionais nas reposições de bens de capital. É possível inferir o ritmo de investimentos, pelo volume de contratos de financiamentos de bens de capital do programa FINAME, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, uma das principais fontes de financiamentos de bens de capital.
H) Índices de comércio: A Associação Comercial de São Paulo divulga agregados de comércio e de pagamentos que indicam a se está havendo melhoria ou deterioração no volume e qualidade das vendas: número de falências e concordatas requeridas e decretadas, volume de títulos protestados na capital, por setor de comércio, volume de consultas aos serviços de proteção ao crédito.
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: Os indicadores têm que ser interpretados. Pode haver aumento no número de concordatas requeridas devido às freqüentes mudanças na lei de falência ou outras leis, e não em decorrência de uma crise. A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica), ligada a USP, criou um indicador composto precursor da atividade econômica de validade discutível, que se vale de dados acessíveis e de compilação rápida ligados à movimentação de pessoas e mercadoria: variação no número de passageiros nos ônibus urbanos e no metrô, consumo de energia elétrica e combustíveis, consultas ao crédito; número de passageiros embarcados no aeroporto de Cumbica e terminal rodoviário.
 
Índice Dow-Jones: Índices dos preços dos títulos valores negociados no mercado de Nova York. Esses índices são recolhidos pela companhia Dow Jones & Co., pertencente ao Wall Street Journal. O mais conhecido é o Dow Jones Industrial Average (DJIA), que consiste no valor médio das ações das 30 empresas mais importantes cotadas na bolsa de Nova York.
 
Índice de Gini: Índice que mede a distribuição de renda e varia de 0 a 1.
 
Índice de preços ao produtor: Medida do custo de uma cesta de bens e serviços comprados pelas empresas.
 
Índice de Sharpe: Índice que relaciona o risco oferecido por uma aplicação e o prêmio que ela paga ao investidor.
 
Índice Geral de Preços (IGP): Índice de inflação calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que leva em conta três outros índices: Índice de Preços por Atacado (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e pelo Índice Nacional de Custo da Construção Civil (INCC).
 
Inflação: Aumento persistente de preços e que acaba por ocasionar perdas de poder aquisitivo para a população do País onde ocorre. É um fenômeno monetário perigoso, porque a elevação de um preço puxa a de outros, dando o pontapé inicial a uma bola de neve conhecida como hiperinflação. As causas são diversas, mas normalmente resultam ou da emissão sem lastro de moeda (quando o governo precisa de dinheiro para pagar suas dívidas sem que tenha ocorrido um aumento nas atividades econômicas), ou do reajuste no câmbio (quando o governo é obrigado a desvalorizar sua moeda em relação à outra mais forte, em geral o dólar). No Brasil há três índices básicos de inflação: o IPC (medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo, a Fipe), o INPC (do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE) e o IGP (Índice Geral de Preços, calculado pela Fundação Getúlio Vargas).
São considerados quatro tipos principais:
A ) Inflação de demanda: refere-se ao excesso de demanda agregada em relação à produção disponível de bens e serviços na economia. É causada pelo crescimento dos meios de pagamento, que não é acompanhado pelo crescimento da produção. Ocorre apenas quando a economia está próxima do pleno-emprego, ou seja, não pode aumentar substancialmente a oferta de bens e serviços em curto prazo.
B ) Inflação de custos: tem suas causas nas condições de oferta de bens e serviços na economia. O nível da demanda permanece o mesmo, mas os custos de certos fatores importantes aumentam, levando à retração da oferta e provocando um aumento dos preços de mercado.
C ) Inflação inercial: é a aquela em que a inflação presente é uma função da inflação passada. Deve-se à inércia inflacionária, que é a resistência que os preços de uma economia oferecem às políticas de estabilização que atacam as causa primárias da inflação. Seu grande vilão é a "indexação", que é o reajuste do valor das parcelas de contratos pela inflação do período passado.
D ) Inflação estrutural: a corrente estruturalista supunha que a inflação em países em vias de desenvolvimento é essencialmente causada por pressões de custos, derivados de questões estruturais como a agrícola e a de comércio internacional.
 
Inflation targeting: É um sistema de administração monetária em que o governo define uma meta para o índice de inflação em um determinado período. No Brasil este modelo vigora desde 1999 e definiu a meta de inflação em 6% ao ano, com uma tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. Ou seja: ela deve ficar entre 4% e 8% ao ano.
 
INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor): É calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considera a variação dos preços em 11 regiões: Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Belém, Fortaleza, Salvador, Recife e Goiânia. Tem como base o orçamento de famílias com renda mensal entre um e oito salários mínimos.
 
Inside information: Termo em inglês usado no mercado financeiro para definir informações sigilosas sobre empresas e instituições com ações negociadas nas Bolsas de Valores. Quem obtém essas informações privilegiadas pode obter lucros ao manipulá-las. A prática é criminosa e há penas severas previstas em lei.
 
Insider: É o investidor que tem acesso às informações de uma determinada empresa, antes de se tornarem conhecidas do mercado.
 
Interbancário: É o mercado em que são feitas as operações entre os bancos. O Banco Central atua nesse mercado para regular a quantidade de dinheiro do sistema financeiro. Para isso, ele toma ou empresta recursos a uma determinada taxa de juros. Se o objetivo é reduzir os juros ele empresta dinheiro, aumentando a oferta de reais.
 
Intermediários financeiros: Instituições financeiras mediante as quais os poupadores podem fornecer fundos para os tomadores de empréstimos.
 
Internalização de uma externalidade: Alteração dos incentivos de forma que as pessoas levem em consideração os efeitos externos de suas ações.
 
Inundar o Mercado: É oferecer dinheiro aos bancos a juros baixos e, com isso, estimular uma redução das taxas de juros em geral.
 
Inversões Financeiras: São os repasses de recursos para outras contas ou fundos do OGU, tais como os repasses constitucionais (fundos dos estados e municípios) ou aqueles feitos para estatais das quais o Governo detém a maioria do capital social.
 
Investimento: Despesas com equipamento de capital, estoques e construções, incluindo as aquisições de novas moradias pelas famílias.
 
Investimento externo líquido: Aquisição de ativos estrangeiros por residentes internos menos aquisição de ativos internos por residentes no estrangeiro.
 
Investimentos: São as despesas novas que o Governo pretende fazer no país com vistas ao desenvolvimento: estradas, ferrovias, eletrificação rural, saneamento, etc. No OGU, entram, junto com as inversões financeiras, como o nome de “outras despesas de capital”.
 
IOF (Imposto sobre Operações Financeiras): Imposto pago por pessoas físicas e jurídicas quando fazem empréstimos, recebem valores de um seguro e compram ou vendem moeda estrangeira, títulos ou ouro.
 
IPC (Índice de preços ao consumidor): Medida do custo geral dos bens e serviços comprados por um consumidor típico.
 
IPC-Fipe: O índice de Preços ao Consumidor é calculado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da USP (Universidade de São Paulo) e considera a variação dos preços na capital paulista.
 
IPC-RJ: Considera a variação dos preços na cidade do Rio de Janeiro. É calculado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e toma por base os gastos de famílias com renda de um a três salários mínimos
 
IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo): calculado pelo IBGE, mede a variação da inflação nas famílias com rendimentos de até 40 salários mínimos mensais.
 
IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados): Criado em 1966, incide na produção de mercadorias no País. Este imposto é então embutido no preço do produto e pago pelo consumidor na hora da compra. A alíquota é variável. Artigos considerados supérfluos (como cigarros e bebidas) têm imposto mais alto. Para gêneros de primeira necessidade, o IPI é menor. Produtos de exportação estão isentos.
 
IPO (Inicial Public Offering): Em português, Oferta Pública Inicial. É a etapa inicial antes de uma empresa vender ações nos Estados Unidos.