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DICIONÁRIO
DE ECONOMIA |
G |
GATT
(General Agreement on Tariffs and Trade): Tratado multilateral
de comércio internacional firmado em 1947. O GATT rege-se por três
princípios básicos: tratamento igual, não discriminatório,
para todas as nações comerciantes; redução
de tarifas por meio de negociações e eliminação
das cotas de importação. |
G-7:
É o nome dado à reunião periódica (três
vezes por ano) dos sete países mais ricos:Alemanha, França,
Estados Unidos, Japão e Inglaterra, Itália e Canadá,
com o objetivo de discutir assuntos relevantes e decidir, se for o caso,
uma ação coordenada de ajuda aos países mais pobres.
O G-7 se reuniu pela primeira vez em 1975, por iniciativa do então
primeiro-ministro alemão Helmut Schimidt, e do presidente francês
à época, Valéry Giscard. |
Ganhos
de Comércio: "Com cada avanço da divisão
do trabalho ou na especialização, os recursos da comunidade
se empregam com maior eficácia na produção de bens
e serviços. Portanto, a possibilidade de intercâmbio dentro
de um mercado mais extenso, permite maior especialização
e esta, por sua vez, incrementa o montante total das mercadorias disponíveis
para o intercâmbio e o consumo final. A decrescente independência
econômica que se fundiram em uma comunidade econômica encontra
sua compensação no aumento do bem-estar das unidades econômicas
que se fundiram em uma comunidade econômica mais extensa. Cabe designar
com toda propriedade como ganhos de comércio, esta elevação
do bem-estar econômico."( Donald B. Marsh). |
Gastos
induzidos: "Os gastos planejados que são influenciados
por modificações em curto prazo na renda são descritos
como induzidos, enquanto que aqueles gastos que são independentes
gastos autônomos"(Harcoort, Kammel, wallace) |
GAP:
Representa um hiato nas cotações de ações.
É um intervalo na cotação do preço de uma
determinada ação, onde não foram registrados negócios
naquele intervalo de preços. |
Goodwill:
Conjunto dos elementos não-materiais provenientes de fatores
tais como reputação, relação com clientes
e fornecedores, localização, etc, que contribuem para a
valorização de um estabelecimento comercial. |
Go
Around: É um leilão informal ou secundário
de títulos públicos. Descreve o processo pelo qual a mesa
de negociação do BACEN pede que seus dealers (bancos autorizados
a agir em seu nome) obtenham cotações de compra e venda.
Pode haver aviso desses leilões por telefone do BACEN para os bancos
ou, mais freqüentemente, pela rede de computadores do BACEN. |
Governo:
O governo destaca-se como um dos mais importantes agentes ativos do sistema,
devido às particularidades especiais que envolvem as suas ações
econômicas. Recorrendo ao conceito de Edey-Peacoock, entendemos
o governo como um agente coletivo que contrata diretamente o trabalho
de unidades familiares e que adquire uma parceria da produção
das empresas para proporcionar serviços úteis à sociedade
como um todo. Trata-se, pois, de um centro de produção de
bens e serviços coletivos. Suas receitas resultam da retirada compulsória
do poder aquisitivo das unidades familiares e das empresas, feita por
meio do sistema tributário; e suas despesas são caracterizadas
pelos pagamentos efetuados aos agentes envolvidos no fornecimento dos
bens e serviços públicos à sociedade. Este conceito
exclui, evidentemente, as empresas governamentais. Estas se classificam
na categoria anterior. Sob o ponto de vista da Contabilidade Nacional,
funciona de modo semelhante ao das empresas privadas. Como agente ativo,
o governo engloba os órgãos federais, as administrações
estaduais e municipais, e outras repartições públicas
que fornecem serviços de uso coletivo, de que são exemplos
típicos e segurança, administração da justiça
e os programas públicos de saúde, saneamento, educação
e lazer. |
Graduação
de produtos: significa que a empresa não vai fabricar
e oferecer aos consumidores suscetíveis de por eles se interessarem,
um só, mas uma gama de produtos que, ainda que semelhantes em suas
grandes linhas, diferencia-se pelo menos ligeiramente em características
geralmente menores. Para certos autores, tais como C. H. Girard, as razões
que conduzem a tal política baseiam-se no reconhecimento do fato
de que a procura individuais que tornam os segmentos de uma demanda heterogênea,
adaptando as variedades do produto aos vários desejos da procura. |
Grandezas
econômicas: As dimensões dos fenômenos X,
Y, Z, etc, as quais denotaremos por x, y, z etc são denominadas
as grandes, ou – como na matemática – as variáveis
na relação considerada. |
Grau
de capitalização social: “O volume do capital
social, isto é, das forças produtivas representadas pelo
capital privado e agindo na produção social é, em
dado momento, estreitamente ligado ao volume do consumo social e entre
eles existe uma certa relação. Esta relação,
que se pode chamar o grau de capitalização social, é
determinada na economia nacional tanto pela técnica de produção
quanto pelas condições de consumo, na medida em que estas
últimas podem influir sobre a escolha dos métodos de produção.
O grau de capitalização permanecendo invariável,
o capital social não pode aumentar senão em relação
ao aumento do consumo social. A passagem para métodos mais intensivos
de produção pode, provisoriamente, tornar possível
uma capitalização mais intensa, independentemente do aumento
de consumo e, por conseqüência, uma acumulação
superior. Mas após, como um capital mais importante tal acumulado
pela aplicação de novos métodos de produção,
a produtividade maior destes métodos exige consumo proporcionalmente
mais desenvolvido” (Mentor Boomialian). |
Grau
de intensidade: “Uma determinada forma de organização
econômico-nacional pode combinar-se com graus de intensidade muito
diferentes. Em outros termos, o mesmo princípio de organização
pode ocorrer com as mais diversas configurações das energias
mercantis e produtivas, nos graus mais distintos de densidade de população
e de disponibilidades de capital, de divisão de trabalho e de inter-relações
mercantis. Sob a denominação de grau de intensidade na economia
nacional compreendemos o acúmulo de energias mercantis e produtivas
de que dispõe uma zona econômica por unidade de superfície
e por habitante. Segundo a proposição em que aparecem mesclados
estes fatores, as zonas econômicas podem agrupar-se da seguinte
forma: a) zonas economias não capitalistas (acapitalistas); b)
zonas econômicas neocapitalistas; c) zonas econômicas semicapitalistas;
d) zonas econômicas supercapitalistas” (E. Wagemann). |
Grau
de liberdade: “Quando o número de variáveis
endógenas é maior do que o de equações, temos
um sistema incompleto com graus de liberdade, sendo o número de
graus de liberdade igual à diferença que exista entre o
número de variáveis endógenas é o de equações”
(A. G. Perez). |
Grau
de monopólio: “Ao fixar o preço a firma leva
em consideração seu custo médio primário e
os preços de outras firmas produzindo bens similares. A firma deve
assegurar-se de que o preço não ficará demasiadamente
elevado em relação aos preços das outras firmas,
porque isto reduziria drasticamente as vendas. Por outro lado deve evitar
que os preços se tornem muito baixos relativamente ao seu custo
médio primário, porque isto diminuiria drasticamente a margem
de lucro. Então, quando preço ‘p’ é determinada
pelo firma em relação ao custo primário unitário
‘u’, cuidados devem ser tomados para que a relação
entre ‘p’ e o preço médio ponderado de todas
as firmas ‘p’, não se torne muito alto. Se ‘u’
aumenta, ‘p’ pode ser elevado proporcionalmente somente se
‘p’ aumenta proporcionalmente também. Mas se ‘p’
cresce menos do que ‘u’, o preço da firma ‘p’
deverá ser aumentado menos de que ‘u’. Estas condições
são nitidamente satisfeitas pela fórmula: p = um + np, onde
tanto ‘m’ quanto ‘n’ são coeficientes positivos.
Os coeficientes ‘m’ e ‘n’ caracterizando a política
de fixação de preços da firma podem ser denominados
de grau de monopólio”(M. Kalecki). |