DICIONÁRIO DE ECONOMIA
 
D
 
 
D+: Jargão utilizado no mercado financeiro que expressa o dia da operação e o dia da sua liquidação. D+0 = hoje; D+1 = amanhã; D+2 = depois de amanhã; e assim por diante. O “D” significa o dia em que a operação foi comandada ou combinada verbalmente. O “+ seguido de um número” significa o número de dias necessário para que a instituição financeira efetive realmente a operação.
 
Data de exercício da opção: Data de registro em pregão da operação de compra ou venda a vista das ações-objeto da opção.
 
Data de Inscrição: É a data do registro, pela EAPP, da proposta de inscrição do interessado em participar do plano de previdência, concomitantemente à comprovação do pagamento da primeira contribuição.
 
Data de vencimento da opção: O dia em que se extingue o direito de uma opção.
 
Data ex-direito: Data em que uma ação começará a ser negociada ex-direito (dividendo, bonificação e subscrição), na bolsa de valores.
 
Day-trade: Conjugação de operações de compra e de venda realizadas em um mesmo dia, dos mesmos títulos, para um mesmo comitente, por uma mesma sociedade corretora, liquidada por meio de um único agente de compensação, cuja liquidação é exclusivamente financeira.
 
Dealer: São as instituições credenciadas pelo Banco Central a participar dos leiloes informais. Os dealers são escolhidos entre os bancos mais ativos no mercado. Eles têm a responsabilidade de informar os demais bancos sobre o leilão informal. Bancos que falham com essa obrigação são descrendenciados pelo BC.
 
Debênture: Título de renda fixa emitido por empresas para captar recursos, investir ou pagar dívidas. Podem ser negociadas como se fossem ações. Alguns tipos podem ser convertidos em ações da empresa que a emitiu, depois de um prazo definido (normalmente superior a um ano). (Título emitido por uma sociedade anônima para captar recursos, visando investimento ou o financiamento de capital de giro).
 
Debêntures conversíveis em ações: Aquelas que, por opção de seu portador, podem ser convertidas em ações, em épocas e condições predeterminadas.
 
Declarações normativas: Prescrevem como o mundo deveria ser.
 
Declarações positivas: Tentam descrever o mundo como ele é.
 
Deduções estatuárias: Parte dos lucros de uma empresa que, conforme determinação de seu estatuto social, não é distribuída aos acionistas.
 
Default: Termo de origem francesa que significa calote de uma dívida (jargão do mercado financeiro). Declaração de insolvência do devedor, decretada pelos credores quando as dívidas não são pagas nos prazos estabelecidos.
 
Déficit: Resultado de uma conta em que as despesas são sempre maiores que as receitas. Ou seja, sai mais dinheiro que entra. Quando há esse desequilíbrio nas contas publicas, dizemos que há um déficit público. Esse, por ser déficit (público) primário – que não inclui gastos com juros das dívidas interna e externa – ou nominal – que leva em conta as despesas com juros das duas dívidas.
 
Déficit Comercial: Reflete a diferença entre o que o país arrecadou com as exportações e o que gastou com as importações. Quando o resultado é negativo (as importações são maiores que as exportações) denominamos déficit comercial. Se o resultado é positivo chamamos de superávit comercial.
 
Déficit em Conta Corrente: É aquele que absorve recursos do resto do mundo para financiar o excesso de gastos externos sobre os diversos geradores. Ou ainda, o déficit em conta corrente mostra que o país absorve poupança externa para financiar seus gastos (para usar o jargão, o país acumula “o passivo externo líquido”), tais recursos podem vir em diferentes termos: como investimento direto (investimento produtivo em empresas), como empréstimos e financiamentos obtidos pelo setor privado (empréstimos do FMI ou BID aos países que não pagam parte deste item), ou como capitais de curto prazo (aqueles direcionados à compra e venda de ações e títulos públicos no mercado financeiro doméstico), dentre outros.
 
Déficit Fiscal: Ocorre quando os gastos do governo excedem a arrecadação com impostos. O governo é forçado a cobrir esse déficit pegando dinheiro emprestado (aumentando sua dívida) ou imprimindo dinheiro.
 
Déficit Nominal: Valor que se gasta acima do que se arrecada, durante um certo período de tempo. Ex: quando se declara que “o déficit nominal do Governo no ano foi de R$ 50 Bilhões”, significa que as despesas do Governo foram R$ 50 Bilhões acima do valor das receitas. Necessidade de Financiamento do Setor Público (NFSP), incluindo os efeitos da correção monetária e cambial nas receitas e nas despesas.
 
Déficit Orçamentário: Arrecadação menor do que a despesa do governo. Despesa maior que receita, havendo distinção entre déficit previsto e o déficit de execução orçamentária.
 
Déficit Orçamentário Bruto: Diferença entre as receitas e as despesas de um orçamento público, não se considerando, as receitas de capital, as operações de crédito a serem contratadas para o financiamento do déficit.
 
Déficit Previdenciário: É a diferença entre o que o governo arrecada com a contribuição do funcionalismo público e o que paga através de benefícios aos servidores públicos ativos e inativos.
 
Déficit Operacional: Retirando-se os encargos financeiros embutidos no conjunto das despesas e das receitas.
 
Déficit Primário: Valor gasto pelo Governo e que excede o Valor de sua arrecadação, sem levar em consideração a despesa realizada com o pagamento dos juros da dívida pública. (É o resultado das contas públicas que inclui o Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central).
 
Déficit Público: Valor que o Governo gasta acima do que arrecada, durante um período de tempo, considerando-se os valores nominais, ou seja, somando a inflação e a correção monetária do período. Geralmente a expressão diz respeito ao Governo Federal, mas pode ser aplicada também a governos estaduais.
 
Deflator do PIB: Medida do nível de preços calculada com a razão entre o PIB nominal e o PIB real multiplicada por 100.
 
Demanda: Nome dado às necessidades ou desejo de consumo, individual ou coletivo, de bens e serviços. A relação entre oferta e demanda é um dos fatores determinantes de preços no mercado. Se a oferta for maior do que a demanda, por exemplo, o preço tende a cair. Já, se a oferta não der conta da demanda, o preço tende a aumentar. Procura por bens e serviços. A expressão “aquecimento da demanda” significa que a procura por determinado bem ou serviço aumentou consideravelmente.
 
Democratização do Capital: Processo pelo qual a propriedade de uma empresa fechada se transfere, total ou parcialmente, para um grande número de pessoas que desejam dela participar e que não mantêm, necessariamente, relações entre si, como grupo controlador ou com a própria companhia.
 
Depósitos à Vista: Saldos em conta corrente aos quais se tem acesso à emissão de um cheque. Troca da moeda manual (ativo monetário do setor não bancário) pela moeda escritural (ativo monetário do setor bancário) sem que haja perda de liquidez.
 
Depreciação: Redução no valor de uma moeda medido pela quantidade de moeda estrangeira que pode comprar. Perda de valor de algum ativo em decorrência do uso, da ação do tempo, da obsolescência tecnológica ou da redução no preço de mercado.
 
Depressão: Fase do clico econômico, característica das economias capitalistas, marcadas pela diminuição da produção, uma tendência à baixa dos preços e ao aumento do desemprego. (Recessão grave).
 
Derivativos: Operações feitas no mercado financeiro em que o valor das transações deriva do comportamento futuro de outros mercados, como o de ações ou de juros, por exemplo. Há, portanto, um alto risco nessas aplicações, uma vez que o grau de incerteza que envolve essas previsões é sempre muito alto. Mas também os ganhos podem ser exorbitantes. Há três tipos de derivativos: futuros – que servem para proteger o investidor das flutuações nos preços normais – mercadorias negociadas pelo seu preço de entrega no futuro (dias, meses, anos). Opções – muito usada no mercado de commodities e mercado futuro de ações.