![]() |
DICIONÁRIO
DE ECONOMIA |
B |
Bacharel
em Ciências Econômicas: é o profissional que
exerce as funções de economia e finanças, com formação
superior em Ciências Econômicas. |
Balança
Comercial: Relação entre as exportações
realizadas por um país ou Estado durante um determinado período.
Quando as exportações excedem as importações,
ocorre superávit da balança comercial. Com o inverso, o
resultado se chama déficit. A balança Comercial é
um dos itens que compõem o balanço de pagamentos. Muitos
fatores influem na balança comercial. Uma alta de preços,
devido à inflação ou valorização acentuada
da taxa de câmbio, provoca queda no volume das exportações.
A diminuição da safra de um produto de primeira necessidade
eleva as exportações nos países que oferecem esse
produto. A importação também é utilizada,
muitas vezes, como instrumento de controle de preços. Se um artigo
fica muito caro, o governo autoriza a importação de similares
estrangeiros para aumentar a oferta de produto e forçar uma baixa
de preço. Os países em desenvolvimento, muito endividados
nas últimas décadas, preocupam-se em produzir superávits
na balança comercial para financiar o crescimento e ao mesmo tempo
pagar os juros da dívida externa. Para obter resultados positivos,
esses países precisam exportar grande quantidade de matérias-primas
e reduzir a importação de produtos industrializados. |
Balança
de Serviços: “Balança Comercial e a balança
de serviços, muitas vezes, são chamadas balança comercial
(latu sensu). A balança de serviços particularmente relaciona-se
com as transações nos campos de transporte, seguros, turismo
e rendimento de investimentos” (M.A.G. van Moerhaeghe). |
Balança
de Capital: Conta estatística que recapitula a movimentação
do ativo e do passivo, ocorrida entre um país e o resto do mundo,
no decurso de um determinado período. |
Balance
Transfer: É a transferência do saldo da dívida
de um cartão para outro. O cartão novo líquida a
dívida do outro cartão, sendo a dívida refinanciada
à taxa mais baixa. |
Balanço:
Informações econômico-financeiras que uma empresa
apresenta ao mercado com determinada periodicidade. Entram nesta lista
bens, créditos, dívidas e compromissos da companhia. Quem
negocia ações na Bolsa de Valores é obrigado a publicar
o balanço para que sirva a investidores na hora de decidir comprar
papeis daquela empresa. |
Balanço
de Pagamento: Levantamento da receita total do País menos
suas despesas. Se o valor for positivo, ou seja, entrou mais dinheiro
no País que saiu, houve superávit. Caso contrário,
houve déficit. É o que acontece, por exemplo, com seu salário
no final do mês, depois de pagar todas as contas. |
Balanço
de Transações Correntes: É o saldo da balança
comercial (exportações menos importações)
de serviços como pagamento de juros da dívida externa. |
Banco
Central do Brasil: Órgão criado pela lei 4595 de
31/12/64, ocupante das funções da antiga SUMOC (superintendência
da moeda e do crédito). Seus principais objetivos são o
controle monetário (inflação), equilíbrio
do Balanço de Pagamentos e estimulo da economia nacional. O presidente
do Banco Central é escolhido pelo presidente do Brasil, e deve
ser sabatinado pelo senado federal, para que possa ocupar o cargo. Suas
principais funções são: Controle Monetário;
Serviço do meio circulante; Autorizar o funcionamento das instituições
financeiras; Fixar normas para o funcionamento das instituições
financeiras; Fiscalização; Depositário das reservas
internacionais no Brasil; Controle sobre o capital estrangeiro no Brasil;
Política Cambial é fixa e recolhe os depósitos compulsórios. |
Banco
Mundial: Como é conhecido o Banco Internacional de Reconstrução
e Desenvolvimento (Bird), agência especializada da Organização
das Nações Unidas (ONU) que financia projetos de reconstrução
e desenvolvimento de países membros. Sua criação
foi decidida em l944 durante a Conferência de Bretton Woods (EUA),
juntamente com a do Fundo Monetário Internacional (FMI). É
oficialmente instituído em 27 de Dezembro de l945 em Washington,
EUA. Nos primeiros anos de atividade, sua prioridade foi financiar a reconstrução
da Europa, devastada pela Segunda Guerra Mundial (l939-l945). A partir
do final dos anos 60, sua atuação se volta para o financiamento
de projetos de países em desenvolvimento na África, Ásia
e América Latina. Os empréstimos são feitos a governos
ou a empresas privadas que tenham aval oficial, desde que os projetos
sejam considerados tecnicamente viáveis e economicamente interessante.
Só os l78 países membros tem acesso aos recursos. Os empréstimos
têm carência de cinco anos prazo máximo de pagamento
de l5 anos. As taxas de juros são variáveis. Uma outra linha
de empréstimos é oferecida aos países com renda per
capita inferior a US$ 675 pela International Development Association (IDA),
agência filiada ao Bird. Esses créditos têm prazo de
pagamento de até 40 anos, não sendo cobrada a taxa de juros.
O capital total do banco é de US$ l70 Bilhões. Os acionistas
do Bird, os países membros, têm participação
correspondente às suas quotas no FMI. Os recursos operacionais
vêm das aplicações em mercado financeiro feitos pelos
países beneficiados por empréstimos. Entre l993 e l994 o
Bird aprovou l24 empréstimos a 52 países num total de US$
14,2 Bilhões. |
Banco
de Títulos CBLC-BTC: Serviço de empréstimo
de títulos, disponível por meios dos sistemas eletrônicos,
no qual os participantes da Custódia Fungível da CBLC atuando
como doadores tomadores podem registrar suas ofertas, bem como efetuar
o fechamento de operações de empréstimo. |
Banco
Cambial: É a banda ou limite determinado pelo Governo
para a flutuação do Real frente ao Dólar. O sistema
brasileiro foi adotado em Março de l995. |
Bandeira:
É a instituição que autoriza o emissor a gerar cartões
com sua marca e que coloca estabelecimentos no mundo inteiro à
disposição do portador para utilização destes
cartões. Ex: Visa, Mastercard , e American Express. |
Barganha
Coletiva: É o nome dado ao processo de decidir o preço
entre grupos organizados de compradores e vendedores. Tal acontece quando
um sindicato negocia com uma associação patronal ou mesmo
um único empregador. O contrário da barganha coletiva é
naturalmente a barganha individual, na qual cada comprador ou vendedor
isolado faz seus próprios contatos referentes a preços e
outras condições em que se efetuará a transação
(Kenneth Boolding). |
Base
Monetária: Designa a soma do total de dinheiro em poder
do publico e do dinheiro dos bancos comerciais (soma do dinheiro nos caixas,
do dinheiro depositado voluntariamente compulsoriamente no Banco Central).
É o total de moeda do país. Inclui além das cédulas
e moedas em circulação, os depósitos a vista e a
prazo, títulos, poupança, entre outros. |
BBC:
Bônus do Banco Central. Papel com taxas prefixadas com prazo mínimo
de 28 dias. Os bancos dizem qual a taxa que querem para comprar o papel
o Banco Central aceita ou não. Serve para fazer Política
Monetária. |
Bem
de Giffen: É o bem cuja demanda diminui quando seu preço
cai. Geralmente é um bem inferior com grande peso nos gastos dos
consumidores. Ex: passagem de ônibus. |
Bem
inferior: Aquele cuja quantidade demandada diminui, tudo o mais
mantido constante, quando a renda aumenta. |
Bem
normal: Um bem para o qual, tudo o mais mantido constante, um
aumento na renda provoca um aumento na quantidade demandada. |
Bem
para assalariados: “Se examinarmos um incremento da oferta
de um fator e se o importe de sua vereda emprega-se mais do que nada na
compra de bens de consumo, então é razoável tornar
como mercadoria padrão algum bem de consumo que seja representativo,
o que consomem os abastecedores do fator. (Os bens para assalariados que
entram no orçamento dos assalariados de que fala o Prof. Pigou)”
(J.R. Hicks). |
Bem
Público: Distinguem-se dos demais principalmente pela
indivisibilidade de consumo, isto é, devem ser consumidos por todos
independentemente de manifestação individual de preferências.
Exemplos clássicos desse tipo de bem são fornecidos por
serviços de segurança justiça. A principal característica
dos bens públicos e que os distingue dos privados, refere-se à
impossibilidade de excluir determinados indivíduos ou segmentos
da população de seu consumo uma vez definido o volume da
produção. A não exclusão implica que o consumo
de bens públicos é exercido coletiva não individualmente.
Já no caso de bens privados, o consumo por parte de um indivíduo
imediatamente reduz a quantidade disponível para consumo dos demais
“(Rezende da Silva)”. |
Bem
reproduzível: “Ao falarmos de mercadorias, de seu
valor de troca dos princípios que lhes regulam os preços
relativos, temos em vista apenas mercadorias cuja qualidade pode aumentar
pela indústria do homem, cuja produção é encorajada
pela concorrência e não é contrariada por nenhum obstáculo”
(David Ricardo). |
Benchmark:
Do inglês, ponto de referência ou termo de comparação.
É o indicador usado para comparar a rentabilidade entre investimentos,
produtos, serviços e taxas. Um exemplo: as taxas de juros dos títulos
de 90 dias do Tesouro Americano servem como Benchmark para todas as taxas
de juros dos EUA. |
Bens:
Tudo aquilo que tem utilidade com ou sem valor econômico.
O ar, por exemplo, é um bem livre, mas o minério de ferro
é um bem econômico, porque é escasso e depende do
trabalho humano para ser obtido. Os bens econômicos de dividem em
cinco grupos principais. São eles: Bens de Capital ou de Produção
(máquinas equipamentos); Bens de Consumo (brinquedos, um par de
sapatos – aqueles que podem ser comprados pelas pessoas depois de
um processo de produção ou industrialização);
Bens de Consumo Durável (máquina de lavar roupas, um imóvel
– que só são trocados após períodos
longos de uso); Bens de Consumo Semi-Durável (carro, roupas –
os que precisam ser trocados periodicamente); e os Bens de Consumo Não
– Durável (alimentos). |
Bens
Complementares: Dois bens que se apresentam aos olhos do consumidor
em conjunto, para os quais o aumento no preço de um leva a uma
redução na demanda pelo outro. |
Bens
de Capitais: São os bens que servem para a produção
de outros bens, tais como máquinas, equipamentos, material de transporte
e construção. |
Bens
de Consumo: Bens que tem por fim serem consumidos e que não
geram outros bens. |
Bens
Econômicos: São bens escassos, com custo de oportunidade
e possuem preço no mercado. |
Bens
Finais: São bens produzidos para utilização
final e não para revenda ou transformações adicionais. |
Bens
Intermediários: Bens que já sofreram alguma transformação
ou processamento e que são agregados na produção
de outros bens, como o açúcar nas balas, os componentes
da televisão, etc. |
Bens
Livres: São bens não escassos, disponíveis
na natureza, sem necessidade de raciona-los, sem custos de oportunidade
e tem preço de mercado nulo. |
Bens
Privados: Bens excluídos e rivais. |
Bens
Públicos: Refere-se ao conjunto de bens gerais fornecidos
pelo setor público: educação, justiça, segurança,
transporte, etc. |
Bens
Substitutos: Dois bens para os quais, tudo o mais mantido constante,
um aumento no preço de um deles aumenta a demanda do outro. |
BID
(Banco Interamericano de Desenvolvimento): É uma instituição
internacional, com sede em Washington-EUA, voltada para o auxílio
financeiro e o desenvolvimento da infra –estrutura de países
emergentes. |
Blue
Chip: Ação de grande liquidez e tradição,
muito procurada no mercado de ações pelos investidores tradicionais
e de grande porte. |
BNDES
(Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social):
É uma empresa de propriedade do governo brasileiro, responsável
pela execução de sua política de crédito de
longo prazo. |
Bolsas
de Mercados Futuros: Bolsa em que ocorrem negociações
de contratos a serem concluídos num tempo futuro. O contrato futuro
é a obrigação de entregar ou receber num período
determinado certa quantidade de um produto, de qualidade preestabelecida,
pelo preço ajustado na roda de negociações de uma
bolsa de mercadorias ou commodities. Até o século XIX, as
negociações nas bolsas de commodities acabam na entrega
física da mercadoria. A partir de então, os contratos são
padronizados e se tornam intercambiáveis. Assim, o vendedor original
pode encerrar a obrigação contratual de entregar a mercadoria
mediante a compra de outro contrato futuro da mesma espécie. Essa
facilidade atrai especuladores e empresas comerciais que buscam no mercado
futuro a forma de amenizar perdas ou aumentar ganhos relacionados à
atividade econômica do país. Os especuladores apostam no
movimento dos preços de uma mercadoria, também chamada de
ativo. Compram contratos futuros quando prevêem que o preço
vai subir e os vendem adiante por quantia maior, obtendo lucro. Ou seja,
se apostar corretamente, ganha dinheiro. Hoje, só 3% das negociações
a futuro acabam com a entrega física de mercadoria. O commodities
mais tradicional negociadas nas bolsas de mercados futuro é: café,
soja, milho, trigo, cacau, aveia, boi, lã, ouro, prata e minerais.
Com a sofisticação do mercado, produtos financeiros passam
a ser negociados: dólar e outras moedas, títulos de dívida
interna, taxas de juros e até índices de ações.
Existem diversas bolsas de mercados futuros no mundo. A principal é
a Chicago Board of Trade, nos EUA. No Brasil, é a Bolsa de Mercadorias
e Futuros (BM&F). O mercado brasileiro de futuros tem como característica
principal contratos de prazo mais curto, por causa da instabilidade da
economia. |
Bolsa
de Valores: Associação civil sem fins lucrativos,
cujos objetivos básicos são: manter local ou sistema de
negociação eletrônico adequado à realização,
entre seus membros, de transações de compra e venda de títulos
e valores mobiliários; preservar elevados padrões éticos
de negociação; e divulgar as operações executadas
com rapidez, amplitude e detalhes. |
Bonificação:
Ações distribuídas gratuitamente aos acionistas,
em decorrência de aumento de capital realizado por incorporação
de reservas. |
Bônus:
Gratificação dada aos funcionários de uma
empresa após um determinado período (normalmente um ano)
que costuma ser proporcional aos resultados obtidos pela empresa naquele
período. O termo vale ainda para ações distribuídas
gratuitamente aos sócios quando a empresa aumenta seu capital.
Também se refere aos títulos da dívida pública
emitidos em série ao portador e com vencimento em data predeterminada,
usados pelo governo para adiantar receitas e pagar débitos fiscais. |
Bradies:
Papéis da dívida externa de países em desenvolvimento,
renegociados de acordo com as regras do Plano Brady, O plano tem esse
nome em referência ao ex-secretário do Tesouro Americano,
Nicholas Brady. O reescalonamento baseou-se na emissão de títulos
para substituir a dívida externa desses países. Na conversão
foi aplicado um desconto no valor dos empréstimos. |
Brasilian
Depositary Recepts (BDR): Títulos emitidos por bancos
nacionais de empresas estrangeiras interessadas em fazer negócios
ou captar investimentos no país. |
Break
Even Point – Ponto de equilíbrio, em português:
É o empate entre despesas e receitas de uma empresa. Receita maior
que a despesa significa que a companhia tem lucro. Abaixo, é prejuízo.
O termo também se aplica a cotações de ações
e outros ativos. Com cotações superiores ao break even point
o investidor ganha; com valores inferiores, perde. |
Burguesia:
“Classe dos modernos capitalistas proprietários dos meios
sociais de produção e empregadores de mão-de-obra”
(K. Marx). |
Burocracia:
“Consideramos a burocracia como um princípio de técnicas
e de organização administrativa. Consideramos as leis e
os regulamentos não simplesmente como medidas de proteção
aos indivíduos, de salvaguarda de seus direitos e de sua liberdade,
mas como instrumentos graças aos quais se executa a vontade da
autoridade superior. A necessidade de limitar o poder de decisão
dos subordinados impõe-se a toda organização. Um
agrupamento, qualquer que seja, perderia toda coesão na ausência
de tais restrições. A organização burocrática
é aquela onde os responsáveis são obrigados a se
conformar aos estatutos e regulamentos detalhados estabelecidos pela autoridade
de um organismo superior. O papel do burocrata é de executar as
prescrições dos estatutos e regulamentos, que lhe restringe
singularmente o poder de agir num sentido que considera melhor. A organização
burocrática é o método aplicado à conduta
dos negócios administrativos no qual o resultado não se
aprecia em moeda sobre o Mercado. A organização burocrática
e a conduta dos negócios que escapam ao controle do cálculo
econômico”(Ludwig Vou Mises). Muito próximo a teoria
clássica, modelo burocrático à primeira vista, faz-nos
imaginar uma organização tão complexa que impede
que o trabalho seja feito. Porém, o estudante não deve prender-se
a julgamento de valores da palavra “burocrático”. A
organização burocrática pode ser boa ou má,
dependendo de como é administrada. Burocracia foi primeiramente descrita como “tipo ideal” de estrutura organizacional por Max Weber, um sociólogo alemão em seu livro The Theory of Social and Economic Organization. |
Brechas
Fiscais: Referem - se as lacunas na lei, que possibilitam a discussão
do não-recolhimento do imposto por parte do contribuinte. |
Boletim
Diário de Operação: Publicação
diária da bolsa que divulga as cotações das mercadorias
e ativos financeiros, bem como outras informações de interesse
de mercado. |
Box:
Negociação simultânea, em pregão,
de opção de compra e de opção de venda, ambas
envolvendo os mesmos preços de exercícios e vencimentos. |